1 de maio de 2022

LEIRIA CON 2022 – Parte 3: Vagueando



Nestes encontros procuro sempre momentos para vaguear, apenas, por entre as mesas, escutando, observando, em busca de de pessoas, de tabuleiros e de peças, de ângulos certos ou incertos, de luz e de sombra. Retendo imagens. Imobilizando instantes.


Também ele vagueando, absorto, em The Grizzled

 
A estética apelativa de Pax Pamir


No mar do Norte, Attention All Shipping


Tony Boydell, e o seu Attention All Shipping


Outras peregrinações, em Pilgrim


Nica Case e Pilgrim


Espaço precisa-se, para The Clash of Cultures


E espaço físico-temporal, para Twilight Imperium


Encontro de pessoas


É tempo de fechar a cancela

28 de abril de 2022

LEIRIA CON 2022 – Parte 2: À mesa

 

As mesas chamavam. 

E lá fui experimentar uns quantos jogos. 

Todos, exceto um, eram jogos em desenvolvimento, mais ou menos avançado. 

Uma oportunidade conversar, antes, durante, e depois.

Sobre os jogos, temas, processos e sensações.


Com Citie Lo ...

... e o seu Zoo, num teste a três


Com Uli Blennemann, explicando a nova versão de La Granja ...


... agora designada El Burro


Colocando guarda-sóis em Copacabana, de Bruno Ribeiro


Meeple Land, o único não-protótipo que joguei


E no último dia lá consegui um lugar vago na mesa de Mac Gerdts, ...


... para uma viagem experimental no Transatlantic II


Tudo isto com o mar, a areia e o vento, ali mesmo ao lado.

25 de abril de 2022

LEIRIA CON 2022 – Parte 1: Os (re)encontros


1 de abril. Início de manhã. Esta sexta-feira não seria um dia de trabalho-trabalho. A mochila estava pronta. Máquina fotográfica, os indispensáveis caderninhos de notas, caneta e lápis, uns cartões acabados de fazer, água e um par de snacks. O carro estava sentado à espera, junto ao passeio. A estrada aguardava mais à frente. Destino Praia da Vieira. Objetivo: LeiriaCon. Era 1 de abril. Mas não era mentira!

A última, e também a primeira, em que participei, realizara-se em 2019. Nessa altura, estava ainda em fase de redescoberta do mundo e da indústria dos jogos, versão século XXI. O blog começara em 2018, as colaborações ao nível da tradução pouco depois, bem como a participação em fóruns diversos, ao mesmo tempo que a coleção de jogos ia crescendo. 

Um ano depois, a expetativa era grande. Os contactos tinham-se sucedido, muitos nomes tornaram-se familiares, e a minha atividade à volta dos jogos ia-se alargando. O menu antecipado incluía a participação nas LeiriaTalks, assistir a uma sessão sobre demonstração e ensino de jogos conduzida por Paul Grogan, experimentar protótipos, jogar, e, claro, encontrar as pessoas por detrás dos jogos, e à mesa com eles.

Mas chegou a pandemia. Tudo foi suspenso, adiado, cancelado, confinado. Bem, não tudo, verdadeiramente, porque o virtual permitiu manter a área a funcionar, e a reclusão incluía os jogos em família, os mais frequentes por estes lados. Mas não era a mesma coisa. E assim se passaram dois anos… Três doses de vacina depois, as coisas, finalmente, começaram a mudar.



Ficou então marcado o (re)encontro para 2022! O plano estava feito. Prescindir da quinta-feira, dia de arranque. Aproveitar a sexta, dia com menos visitantes, para estar, pela primeira vez, com muitas “daquelas pessoas”, e experimentar protótipos, aqueles jogos que ainda não o são, na presença do criador. Para sábado, uma viagem a cinquenta anos dos “meus” jogos na LeiriaTalks, e à tarde, jogar. Algures no tempo, uma passagem pela área de venda de jogos em segunda mão, uma tentação irresistível. Domingo ficava em aberto. Três dias, começando em Aveiro, com regressado marcado ao lusco-fusco, ao som da rádio, por uma estrada quase deserta.

E assim foi!

Três dias plenos, em especial, de conversas boas, mais ou menos prolongadas, em mesas com tabuleiros e peças, ou à volta de um café. Conversas sobre jogos, claro, passado, presente e futuros, criações e projetos, possíveis colaborações. Reencontros e novos encontros. Do digital para o físico. Do escrito para o falado. Dos emojis para os risos. A sensação de que, afinal, nos conhecemos há mais tempo!



É provável que faltem por aqui uns quantos, mas vale a pena correr o risco. Obrigado Bruno Ribeiro, Pedro Kerouac, João Pimentel, Micael Sousa, João Neves, Uli Blennemann, Citie Lo, Karthik Setty, Marc Gerdts, Carlos e Sónia Sousa, Manuel e Dina Silva, Mariano Inannelli, Rodolfo Gomes, Hugo Marinho e Rita Jesus, Carlos Ramos, Carlos Martinho, Luís Costa, Carlos Santos, Pedro Silva, André Santos, Paulo Soledade, Nuno Santos.

Plano para 2023: a experiência completa, com serões e estadia incluídos!



13 de fevereiro de 2022

Um Café com Pessoa

 


Vai um Café com Pessoa?

Café bebida, feita a partir de grãos com origem em terras longínquas. Café colhido, seco, torrado, moído, com antecedência ou apenas na hora de fazer. Café lugar. Ponto de encontro de pessoas, ou de uma pessoa consigo própria, quem sabe desdobrando-se entre passados, presentes alternativos, e futuros por acontecer. 

Uma pessoa com apelido Pessoa e Fernando como nome próprio. Pessoa desdobrando-se em pessoas, umas mais familiares do que outras, como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, ou Ricardo Reis. Passeando entre cafés e livrarias. Escritas, e leituras, com chávena ao lado, o aroma pairando, o calor aconchegante.

Café e Pessoa ficam bem juntos! 

Estes são também os nomes de dois jogos acabados de chegar, cortesia da Pythagoras. Jogos em que é possível vislumbrar pontos de contacto entre si: criados por autores portugueses que se vêm afirmando nos mercados nacional e internacional, e que se inspiram em temas e motivos nacionais; partilham o belíssimo trabalho de ilustração de Marina Costa, que não conhecia, mas de quem já fiquei fã; em ambos podemos encontrar os cafés de época Martinho da Arcada e a Brasileira, e o próprio Pessoa; os dois podem ser saboreados a solo ou partilhados em pequeno grupo, como também acontece com o momento do café, ou com o prazer da leitura.

Aqui fica um aperitivo, acabado de sair da caixa.




Quem me conhece sabe que tomo vários cafés por dia. Não que seja um especialista das variedades puras, das misturas, e dos processos. Começou por ser bebida dita social ou para cumprir um consumo obrigatório, em tempos de Universidade e em lugares de encontro, de estudo, ou de mera paragem. Os Cafés-Lugar chamavam-se então Palácio e Convívio, a que se juntou mais tarde o Bolinão.

Neste Café feito jogo figura uma carta de um outro Café-Lugar, que remete para a terra-berço e berço da nação. Ostenta a inscrição Guimarães, 1953, data de estabelecimento do Café Milenário, que se situa à entrada do Largo do Toural, junto ao troço de muralha com a afamada inscrição “Aqui nasceu Portugal”, e cujo nome celebrará as origens remotas da cidade, aí uns mil anos antes, por volta de 953. O Milenário continua a existir, com as características mesas com tampo de vidro redondo sobre um tripé em curva elegante, acompanhadas por cadeiras com ripas em madeira. A clientela continuará a ser maioritariamente local e masculina. Os temas do dia, os jornais, a política e a bola, continuarão a preencher as conversas. 

O Café-Jogo vem numa caixa pequena, com 18 x 13 cm, que o torna fácil de levar para qualquer lado, até para um Café-Lugar. É verdade que uma pequena mesa-redonda não dará mais do que para jogar a solo, talvez na companhia de um Café-Bebida e em substituição do Diário da praxe.

Mas de que trata, afinal? Bem, de criar a nossa própria indústria de café, produzindo o grão, secando, torrando, armazenando e distribuindo. Tudo isto tendo em conta as quatro variedades de café presentes, as diferentes necessidades de cada café de destino, e a importância de estabelecer e otimizar toda esta cadeia. O que é bem mais desafiante do que pode parecer à primeira vista, pois a colocação de cada carta, afinal o elemento principal e quase único do jogo, abre novas perspetivas de ação, enquanto simultaneamente fechas outras, ao sobrepor-se parcialmente às cartas anteriores.

Uma rápida olhadela ao livro de regras, e aos componentes, permite perceber porque é que este jogo tem sido tão bem acolhido: muita originalidade, pelo modo como são usadas as cartas; regras muito simples, que se aprendem em poucos minutos; e muitas escolhas difíceis.

Está na hora de experimentar, primeiro a solo, e depois acompanhado. Entretanto, podem ver aqui uma demonstração, por Richard Ham, mais conhecido por Rahdo, com todo aquele entusiasmo que o caracteriza!




Este não é o meu primeiro contacto com os jogos criados pela dupla Rôla e Costa.

Em 2019, na Leiria Con, tive o privilégio de poder experimentar, pela mão do próprio Rôla, o Yinzi, então acabadinho de publicar pela Spielworxx, numa refinada produção e com um extraordinário trabalho de ilustração de Harald Lieske. Trata-se de um jogo económico, bastante complexo, cheio de processos interligados, de produção e comercialização, na China da dinastia Ming. Um daqueles que se costumam designar por jogos “pesados”, a requerer uma aprendizagem progressiva, e sempre um bom par de horas para jogar.

Alguns meses depois, tive a oportunidade de efetuar a tradução do jogo seguinte desta dupla, 6 Castelos, para a Pythagoras. Um regresso a tempos medievais, em terras lusas, ali pela zona de Idanha-a-Nova, procurando promover o seu desenvolvimento, à sombra da linha protetora dos Castelos.

Agora surgiu este Café, que está ali a pedir para ir à mesa. Três jogos, três propostas muito diferentes. Aguardemos, com expetativa, pelas próximas criações!




Pensei: o gajo nunca mais chega. E depois penso: não posso chamar-lhe “gajo”, é um grande poeta, talvez o maior poeta do século vinte, morreu há muitos anos, tenho de o tratar com respeito, ou melhor, com respeitinho.”. Em Requiem, de Antonio Tabucchi.

Pois o Pessoa finalmente chegou, mais tarde do que o previsto, por circunstâncias próprias deste mundo interligado, em tempos de fabrico na China, pandemia, e perturbações nas cadeias logísticas.

Chegou, e não veio sozinho, pois no Pessoa-Jogo a proposta é, nada mais nada menos, do que assumir o papel de um de quatro heterónimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, ou Ricardo Reis. Deambularemos, em busca da inspiração, representada por cartas ilustradas com excertos das obras, por Cafés-Lugares como A Brasileira ou o Martinho da Arcada. Entraremos na Livraria, para recolher prateleiras cheias de livros, bebendo na escrita de outros e expandindo a nossa biblioteca. Escreveremos poemas em plena Praça do Rossio, dando corpo à obra que ficará para a posteridade. Alternaremos, por vezes, ente o “eu” de Pessoa e o “eu” heterónimo, entre Pessoa e Personagem! 

Com pausas para descansar e repor energia, buscando compreender a influência dos mapas astrais, procurando desenvolver os estilos mais adequados ao nosso heterónimo, entre Naturalismo, Classicismo, e Futurismo, ou abordando o livro Mensagem, há aqui muito para explorar. Mas o tempo é finito, em 1935 o poeta morre, os seus “eus” e “eles” desaparecem, e o jogo termina. Fica a obra de cada um!

Podem dar aqui uma espreitadela ao modo como o Rahdo absorveu e tratou este jogo, há apenas uma semana.

Este era um jogo há muito aguardado. Não por ser um profundo conhecedor da obra em nome de Pessoa ou de qualquer um dos seus heterónimos, dos quais talvez sinta uma maior afinidade com Álvaro de Campos, quem sabe pela formação partilhada em engenharia e pelo fascínio pelo engenho e pelos engenhos. Aguardado não apenas pela delícia do tema, pela notória paixão do Orlando Sá por este vulto maior da escrita, ou pela maneira de fazer do tema um jogo, que seriam já razões de sobra. Mas porque tive a felicidade de acompanhar e de participar na fase final de desenvolvimento, experimentando, analisando, discutindo. A chegada do jogo terminado, completo, ilustrado, para lá dos conceitos, esboços, e protótipos, é um momento muito especial! Talvez só comparável a, de seguida, o dar a conhecer a outros!

Felizmente, são momentos que se têm vindo a repetir, aqui e ali.



Este é mais um passo em caminhos percorridos com o Orlando Sá. Tudo começou por uma troca de mensagens num grupo de Facebook, quando pouco conhecia do seu trabalho: sabia que tinha criado o Porto, e julgo que nem sequer tinha ouvido falar da sua incursão anterior nestes mundos, com o Adamastor.

Seguiu-se o convite para participar nos testes do Rossio, e foi um prazer ir descobrindo o modo de trabalhar estes jogos, de tratar temas de inspiração portuguesa, e de procurar novos desafios, num grau crescente de sofisticação.

Depois, uma pequena colaboração, ao nível da revisão e tradução para um projeto feito em plena pandemia:  Paper Roll & Write. Um jogo bem-humorado, à base de dados e de traçar espaços em folha de papel, inspirado pelas notícias de açambarcamento de papel higiénico que então circulavam! Um projeto a três, da autoria do Orlando, pelo Pedro Kerouac e pelo André Santos.

E, entretanto, surgiu este Pessoa, uma vez mais com colaboração na fase final de testes e de polimento, e que me atraiu desde logo pelo risco do tema escolhido e pela originalidade da abordagem. 

Consta que não há falta de novas ideias em desenvolvimento, pelo que é com muita curiosidade que espero notícias sobre os próximos projetos!

5 de novembro de 2021

Aos olhos de outros

 

Três anos de blog A Preto e Branco. 
Três anos de imersão no mundo dos jogos. 
Colaborando com criadores, editoras e tantos outros habitantes deste mundo. 
Traduzindo, revendo, escrevendo, narrando, fotografando, testando, analisando, refletindo, sugerindo.

Porque os espelhos distorcem o meu olhar, resolvi recorrer à visão de outros. 
Aqui ficam algumas perspetivas sobre aquilo que venho fazendo.



Over the last couple of years, Miguel has offered his help with the final editing and proofing stages of a number of rulebooks I have worked on. He has a great attention to detail and his comments and feedback have been extremely useful in helping give the final touches to a rulebook. I always look forward to Miguel being involved in any project I am working on and have recommended him to other publishers. Paul Grogan, Gaming Rules!, Reino-Unido.


Hemos trabajado con Miguel en la traducción de varios de nuestros proyectos y no puedo más agradecer su labor como traductor. En cada uno de los juegos que ha traducido se ha implicado totalmente consiguiendo un resultado excelente. En ocasiones, incluso a pesar de contar con tiempos muy ajustados para finalizarlo, siempre ha cumplido con los plazos que manejábamos. No puedo más que recomendar sus servicios a cualquier editor que esté interesado en ver sus juegos publicados en portugués. José Antonio Gómez Garrido. Director Editorial del Grupo MasQueOca, Espanha.


Há dois anos que colaboro com o Miguel no desenvolvimento de jogos. Tenho a honra de ter o Miguel como um dos meus playtesters, tendo a nossa colaboração começado com o Rossio e estendeu-se até ao Pessoa (que será editado este ano). Enquanto playtester o Miguel é criterioso e organizado (o que facilita muito a vida do designer) e acima de tudo curioso e perspicaz, fazendo comentários, apontando problemas e sugerindo soluções que enriquecem os seus playtests. É um prazer trabalhar com o Miguel no desenvolvimento de jogos. Orlando Sá, Autor de jogos, entre a Bélgica e Portugal.


Miguel’s unique approach to writing h as always made his articles an interesting read. When it comes to covering board games he creates a narrative that continues to flow throughout the article, making me feel like I’m not just reading about a game, but on a journey. It’s incredibly engaging and keeps me coming back for more. Frank West, The City of Games, Reino-Unido.
 

Miguel is a very diligent and structured person who has helped us on different projects in varying stages of development. He has a strong analytical sense, asks the right questions, makes wonderful suggestions for possible improvements, and knows how to prepare documents in such a way, that other parties in the project can work with them at ease. He is also simply a wonderful person to work together with and he is always open to doing a video call. I am looking forward to finally meeting in person some day! We have had the pleasure to work together with Miguel on multiple boardgame projects so far – and I am sure many will follow. Patrick Gebhardt, VUCA Simulations, Germany.


Miguel takes care of all the Portuguese translations for The Geeky Pen. He's very professional, punctual and attentive to detail. His vast experience as a board gamer is a big advantage when it comes to localizing games for us. Jo Lefebure, The Geeky Pen, Bélgica.


I’m very honored and humbled that Miguel Conceição translated Pavlov’s House into Portuguese. Through his translation, he allowed a whole new audience to enjoy the game. Miguel Conceição is a fantastic playtester. During the development process for Lanzerath Ridge, Miguel provided exemplary feedback and was extremely communicative. It was a pleasure to collaborate with him, and I look forward to partnering with him again in the future. David Thompson, Autor de jogos, Estados Unidos da América.


Working with Miguel really helped to push the quality of our rulebook to a next level. We even had comments from our Polish fanbase (the game was originally published only in Poland), that the English rulebook is a lot better than the Polish one! Mateusz Kupilas, autor e editor de IT Startup, Polónia.


It is a pleasure working with Miguel. He´s an experienced gamer with a keen eye for detail. You´d wish there are more people like Miguel in our wonderful hobby. Uli Blennemann, Spielworxx, Alemanha.


I’ve been working with Miguel this year for my first board game project. He wrote the entire narrative of the game with his special twist, which mixes pure narrative aspects with real game experience and components. I found his job excellent and perfect to trigger curiosity and immersion to engage the audience. Moreover, his professional ethics is very solid, he always respects deadlines and delivers excellent quality pieces of work. Finally, Miguel is a very easy person, passionate in his work and always willing to clearly communicate any detail about his work, making the whole process very enjoyable. Ugo Tomasello, autor de Ynaros Fallin’ (previsto para 2022), PeekWik Dreams, Itália.


Trabajar con Miguel ha sido muy satisfactorio. Es un profesional, que es lo que se consigue cuando se aúna el rigor y la pasión. Jordi Samaniego, 2 Tomatoes, Espanha.


I met Miguel on Twitter a few years ago when I was working on the rulebook proofreading for my first board game back in 2019. He was extremely kind to a total internet stranger and graciously gave me a lot of feedback on the rulebook which helped shape it to become the completed product it is today. Fast forward two years and my game has officially been funded via Kickstarter and I sent him a review copy to check out. He messages me a month or so later to tell me that the review is live. I was blown away by the sheer effort he put into the writing on his blog post. It felt as if I was living inside the world of my board game and could picture myself both simultaneously playing my game and living inside the game world at the same time. If any of you reading this is a game designer, I highly recommend you let Miguel take a look at your prototype or even finished product. You won't regret it. Wonmin Lee, autor e editor de Welcome to Sysiphus Corp, Estados Unidos da América.


I’ve worked with Miguel on the translation of our very first game Whales Destroying the World. He was very professional and delivered well-done work in a short time, which helped our Kickstarter campaign a lot. He also went the extra mile and helped us promote the game on social media, which is something I am very grateful for. The campaign was a success and Miguel’s help cannot be overlooked. Petr Vojtêch, Time Slug Studio, República Checa.


Para mí ha sido un placer colaborar con Miguel Conceição en el desarrollo de mi juego de mesa Moon. Miguel tradujo al portugués del manual de Moon teniendo en cuenta tanto la versión en inglés como la versión en castellano del manual para no perder ningún detalle y mejorar la legibilidad en portugués. Además, la comunicación durante el proceso fue muy fluida y las sugerencias de cambios por ambas partes fueron muy bien recibidas. Recomiendo totalmente trabajar con Miguel, ¡un trabajo excelente! :) Pablo Garaizar, Autor de jogos, Espanha.


Miguel invited me and I'm happy to present me in his wonderful blog as designer of a coming game "Limits to growth", where Miguel works with me as game developer. It is a honour for me, in my first game design, to have found a publisher and developer really interested in this game theme. I think Miguel by his side is also involved and very interested in environmental themes. With his very structured help, I'm very hopeful this project will reach soon it's end, although a lot of work has still to be done! David Strobl, Autor de  Limits to Growth (previsto para 2022), Alemanha.


Obrigado pela tempo.
Obrigado pelas palavras.
Obrigado pelas oportunidades!

24 de outubro de 2021

Bem-vindo ao Escritório!



O exemplar do jogo foi cedido por Wonmin Lee, criador e editor de Welcome to Sysifus Corp, para a escrita da história que encontrarão mais abaixo.

O meu primeiro contacto com Wonmin Lee data de há dois anos, quase até ao dia. Estávamos em outubro de 2019, e tive a oportunidade de fazer alguns comentários ao livro de regras então disponível. Avançando rapidamente (ou não tão rapidamente) um ano, o jogo preparava-se para ser lançado no Kickstarter, onde acabaria por obter financiamento. 

Em setembro deste ano, Sysifus Corp foi finalmente publicado. E logo começou a procura por dedicados e ambiciosos colaboradores! Deixem-me então falar-vos do tempo que passei enquanto trabalhador da Sysifus Corp...




Foram dias cheios de esperança, ilusões e desilusões, que permanecem ainda frescos na minha memória. Também por culpa de vestígios desses tempos, dispersos pela casa, como este papel amarrotado, que parecia manter-se à espreita, por baixo da secretária. Com toda a certeza errei a pontaria e falhei o cesto dos papéis, naquele dia...

Lembro-me claramente do instante em que recebi “aquela” carta, assinada pelos Chefes! Dizia "Caro Empregado", e esse era eu! "É com grande prazer e orgulho que damos as boas-vindas à grande Família Sysifus Corp (...)". Tinha conseguido! 

Umas meras semanas antes, estava à procura de um novo emprego. Foi então que me deparei com um anúncio da Sysifus, com o seu característico aspeto minimalista e arejado, o fundo num branco forte, as formas geométricas sobressaindo, em roxo, verde e vermelho. Já tinha ouvido falar deles, nada muito específico, tanto quanto que me recordo, mas detinham uma aura considerável de empresa em rápido crescimento, envolvida em coisas de grande gabarito. Só muito mais tarde me viria a aperceber do posicionamento cuidadoso daquelas formas, o cubo empurrando o cilindro sobre a pirâmide, e o que tudo isso indiciava.

Mas não atalhemos a história. O trabalho parecia encaixar muito bem nas minhas características, e as perspetivas de uma carreira de rápida progressão fizeram o resto. Logo de seguida estava a burilar cuidadosamente uma carta de motivação e a atualizar o meu currículo. É preciso maximizar as hipóteses, e, no fim de contas, cada pequeno detalhe pode fazer a diferença! Pouco tempo depois, recebi a carta de confirmação.

 


A carta vinha acompanhada de um pacote de boas-vindas! Era por demais notório o empenho dos departamentos de Marketing e de Recursos Humanos: um Manual de Boas-Vindas aos Novos Colaboradores, cobrindo as bases das rotinas diárias; um Dossier de Referência das Políticas do Escritório, detalhando esses aspetos de índole mais obscura; e uma Folha de Dados de Colaborador, para monitorizar as ações diárias, complementada com pequenas notas úteis.

O lema da empresa, "Abrindo caminho até ao topo", estava presente em todo o lado, e eu já sonhava em chegar lá, ao topo, mesmo ainda antes de ter começado!

Não posso negar que havia alguns aspetos intrigantes. Primeiro, a existência de três chefes, e não apenas um. Depois, aquela pequena referência a mim como um “dente da maquinaria” da empresa, algo que não estava à espera no âmbito de uma visão empresarial; pensei que teria apenas o significado de começar devagar, antes de ser capaz de engrenar as mudanças mais poderosas. Por último, mas não menos importante, o ponto em quer eu era referido como um mero número, Empregado #318996, no Dossier de Referência. Um pouco impessoal, mas, quem sabe, mais eficiente.

Nada muito preocupante, pensei. 
Nada que arrefecesse o meu entusiasmo! 




Chegou o primeiro dia, e lá estava eu, às 8 h em ponto, no átrio da Sysifus Corp. Pequena surpresa, havia mais três recém-entrados, prontos para a sessão de enquadramento dos novos empregados. Passarei a chamá-los Ana, Artur e Alfredo, uma vez que não quero revelar a sua verdadeira identidade, por razões que mais tarde se tornarão claras. 

Pouco depois foram-nos entregues fatos de empresa, novinhos e coloridos, que nos identificavam facilmente como recém-chegados, aos olhos de toda a empresa, ao mesmo tempo que nos distinguiam uns dos outros. Estava-me destinado o de cor vermelha.

Logo de seguida, boas e más notícias. Comecemos pelas boas. Iríamos trabalhar em vários projetos, iniciando assim a construção do nosso percurso profissional. Tal deverá permitir reunir, em algum momento, com cada um dos Chefes, e obter reconhecimento pelos resultados alcançados. Parece-me bem! Depois, as más notícias, de choque: somos quatro e vamos competir por uma única oportunidade de promoção. Tornou-se imediatamente  palpável a tensão crescente, e eram indisfarçáveis os olhares nervosos! No fundo da minha mente ainda ecoam as palavras: "Não queremos colaboradores de fraco desempenho."

Era mais do que claro que isto não ia um passeio no parque, perdão, no escritório!




As tarefas diárias foram-nos brevemente descritas pelo nosso supervisor, embora este possa ser um rótulo exagerado, uma vez que estávamos, basicamente, por nossa conta desde o primeiro momento.
 
Assim, iremos realizar projetos, percorrer o escritório de projeto em projeto, elaborar memorandos, e fazer pesquisa, sempre com o objetivo de reunir com os Chefes, com cada um deles. As horas diárias de trabalho deverão ser distribuídas por três tarefas, não mais. Nada muito elaborado, nem muito complicado. E ainda bem, porque já basta irmos estar numa corrida, uns contra os outros.

Além do mais, deram-nos alguma margem de manobra individual, quanto ao caminho a seguir. Sentia-me confortável com isso, não tendo de seguir uma rotina muito rigorosa, de obedecer a ordens e instruções a toda a hora, ou de confiar cegamente nos outros recém-chegados, ex-futuros-colegas, agora adversários determinados. 




Os primeiros projetos a escolher.

É uma boa sensação!

Preparar, prontos, partida.




E aqui vamos nós. Aqui vou eu! Colocar. O primeiro projeto que iniciei. Deslocar-me. Os primeiros passos pelo escritório. Colocar novamente, mover-me novamente, ou pesquisar. Primeiras escolhas. E o início do meu percurso profissional, tanto metaforicamente como literalmente, enquanto percorremos diferentes secções do escritório, um passo mais próximo de um dos Chefes e do instante de Avaliação Final de Desempenho.

O ritmo começa a tornar-se frenético, já que somos quatro empregados competitivos, e não há tempo a perder. A Ana e o Artur foram para a esquerda, e estão, por enquanto, a partilhar o mesmo projeto. O Alfredo ainda está para trás, mas sem dúvida que também ele vai começar, em breve, a correr.




Há algumas coisas que vos devo contar sobre os projetos, e que não nos foram previamente divulgadas. Bem, não é inteiramente verdade, caso tenham lido minuciosamente o Manual de Boas-Vindas..., mas …, adiante.

Ao embarcar num projeto passas a integrar a equipa, e podes assim obter alguma influência dentro da empresa. Estás a fazer um trabalho útil e, portanto, começas a ser notado. Mas atenção, os projetos não são todos iguais. Alguns vão proporcionar mais influência, enquanto outros não de trarão nenhuma. Inversamente, alguns abrirão portas para mais direções, oferecendo oportunidades acrescidas de movimento, enquanto outros abrirão menos. É preciso escolher bem, equilibrando influência e progressão.

Outra nota: todos os projetos são da empresa, e não dos trabalhadores. Assim, todos os colaboradores têm acesso a todos os projetos em execução, podendo obter a correspondente influência sobre a empresa, independentemente de quem tenha iniciado o projeto. O acesso a cada projeto é apenas restrito fisicamente, ou seja, é mesmo imprescindível aceder à secção do projeto.




Tendo feito alguma pesquisa, durante este dia de trabalho, os meus olhos abriram-se para o mundo da Política do Escritório. Notem que isto é algo em que não sou muito bom... Mas sei que tenho de desenvolver muito rapidamente esta capacidade, se quero continuar a ter uma possibilidade de ser promovido.

Há o dialeto próprio da política, causas, consequências e danos colaterais. Em que cada ação acarreta um ónus, seja em termos de influência da empresa, uma vez que muitas ações não são propriamente populares, em termos políticos, comprometendo opções futuras, ou mesmo ambos. E existem diferentes usos para a Política do Escritório, afetando projetos, empregados, outras ações, ou mesmo a reação ativa a ações de outros colaboradores. E há ainda efeitos normais e efeitos melhorados. 

Tudo isto levará o seu tempo a dominar, mas o tempo é escasso...




Segue os post-it, disseram.  De projeto em projeto. Porque aqui não há nenhum software sofisticado de gestão que permita acompanhar os projetos ou assinalar os percursos pelo escritório; há apenas um monte de notas autocolantes para te guiar!

Isto constitui uma grande surpresa, numa empresa tão avançada como esta, mas talvez o segredo do sucesso seja precisamente o fazer as coisas de modo diferente. Em todo o caso, adaptei-me rapidamente ao método de colar notas por todo o lado. Iniciar novos projetos cuidadosamente, verificar notas, manipular projetos, se necessário verificar novamente as notas, deslocar-me, monitorizar a concorrência, continuar a mover-me, não parar.

Há momentos em que pareço ficar bloqueado num projeto, sem grandes opções para progredir. É então que chega o momento de recorrer ao memorando que nos foi entregue inicialmente, usando-o como substituto dos post-it. Mas atenção, os memorandos são tão preciosos quanto escassos. Os recursos aqui são geridos de forma parcimoniosa e a obtenção de novos memorandos custará tempo de trabalho.




Estava tudo a correr razoavelmente bem, até que, de repente, me senti empurrado para trás. Alguém roubou os louros do meu trabalho! Foi o Alfredo! 

Como resultado, fui subitamente alocado a um projeto diferente, o percurso profissional que estava a seguir foi interrompido, e fiquei agora um passo mais atrás em relação à concorrência e mais longe do Chefe. Senti a ferroada provocada pelo uso da Política de Escritório para travar a minha progressão. 

Agora começam a perceber porque é que não revelei a verdadeira identidade dos meus ex- colegas: as coisas iam tornar-se feias, e isto foi apenas o começo! Vamos lá, se é assim que querem atuar, também sei fazê-lo! Veremos quem aguenta mais!




Ao fim de vários dias de trabalho árduo, indo e vindo entre projetos, e lutando contra a competição, conseguiu finalmente reunir com um dos Chefes. Foi a primeira vez!

Como reconhecimento pela minha dedicação à empresa, recebi um Certificado de Realização, e pude escolher um bónus para usar a meu favor. Ainda dorido da punhalada pelas costas desferida pelo Alfredo, optei por mergulhar de cabeça na Política do Escritório, selecionando a possibilidade de me dedicar a pesquisas adicionais.

Sentir-me empoderado pelo Chefe foi satisfatório, mas estava bem ciente de que nós os quatro perseguimos o mesmo objetivo, percorrendo caminhos semelhantes, e sem refeições grátis no menu. 

Uma reunião com um Chefe significa que estão ainda duas por realizar, antes de me precipitar para a avaliação final de desempenho.




Já se tinham passado dias e semanas, e muito trabalho tinha sido realizado, enquanto me movia entre diferentes projetos.

Percorria, literalmente, projetos, para aumentar a minha influência na companhia e para alcançar os Chefes. Usava toda a influência adquirida para manipular, em meu favor, a situação que me rodeava, para dificultar a progressão dos três A’s, para tentar encontrar a via rápida para a progressão.

As coisas estavam a tornar-se cada vez mais caóticas.  Não havia aliados possíveis, quando muito meros acordos táticos para evitar que um de nós se destaque irreversivelmente, pondo fim à esperança. 




A Política do Escritório é omnipresente. Fui empurrado para trás por mais vezes do que consigo contar, não para a estaca zero, mas mesmo assim tendo de refazer os meus passos, e alterar a progressão da minha carreira, uma e outra vez. Foi aí que os dias começaram a parecer-se todos iguais. Projeto, movimento, pesquisa, memorando, política. Pesquisa. Política. Mover-me. Política. Projeto. Política. Política. Política.

"A chave para uma carreira de sucesso no mundo corporativo é saber utilizar a política do escritório", o 1%.

Comecei a pensar em envolver-me em manobras subversivas, adotando algumas políticas extremas. Coisas como inserir a minha própria opinião, quem imaginaria! Ou atiçar as chamas e ficar a ver as coisas a arder. Coisas fora do normal, como formar um grupo, para gerar uma massa crítica disruptiva e abalar os alicerces. Até pensei em reportar algumas situações aos RH, ou ficar simplesmente a mandriar.

Não vou mentir. Recorri a algumas dessas táticas, numa tentativa de sentir algum tipo de normalidade, ou de justiça. Sem sucesso.




De repente compreendi porque é que a empresa tem o nome de Sysifus Corporation! Sabem, não sou muito versado em história antiga, mas lembro-me que havia aquele tipo... um grego, penso eu... com um nome semelhante. Tinha uma espécie de escritório numa montanha, e projetos em forma de pedra. Empurrando sempre em direção ao topo, apenas para voltar ao início. Subindo e descaindo de novo, sem nunca terminar. Facto ou ficção, não importa. Parece-me bastante real, agora.

Comecei a ter um sonho recorrente com o logótipo da empresa! Sim, é verdade, o logótipo da empresa! Tem um cubo, vermelho, como a cor do meu fato, empurrando um cilindro roxo, subindo uma pirâmide verde…


Fi-lo até ao fim. 

Sobrevivi, mas não ileso.

Não recebi a cobiçada promoção.

Não quero ser um "dente na engrenagem da sua grande companhia". 

Sísifo já não mora aqui.

Despeço-me!

________________________________________________________________________________

Para mais informações sobre o jogo acede a Sysifuscorp ou BGG.

Para leres mais histórias neste blog usa a etiqueta Contando histórias.

15 de agosto de 2021

Mod Canvas: Deixemo-las secar!

 

Fazer experiências com jogos é divertido! Experimentar abordagens diferentes, criar novas regras, multiplicar as possibilidades, revelar novos desafios. Ir mais além de jogar o jogo como ele é, e jogar com o jogo! Talvez alguns destes caminhos tenham atravessado a mente dos seus criadores, apenas para serem descartados, afinados, ou substituídos, quem sabe?

Desta vez vamos explorar Canvas, propondo uma versão ligeiramente modificada. Se não conheces bem o jogo, podes querer dar uma vista de olhos a Pintando sobre Tela, para aprender os elementos fundamentais e ter um vislumbre da sua belíssima componente artística.

Em Canvas começas por selecionar e recolher motivos, para depois escolher três de entre eles e assim completar, de uma vez só, uma pintura sobre tela.



Vamos dar um passo atrás, imaginando-nos no atelier, o olhar pousado sobre a tela, escolhendo um motivo, pintando uma primeira camada. Depois, paramos por um momento, observando o trabalho em curso. Tendo completado a primeira camada, é tempo de a deixar secar adequadamente, antes de continuar. Ah! Mas há tempo que sobra, a imaginação continua a fluir, e os pincéis anseiam pelo movimento. Porque não começar, entretanto, uma nova pintura? E mais outra? E depois regressar à primeira, iniciando uma nova ronda, pintando camada após camada nas várias obras em curso. 

Este pintar sem esperar, em sucessão, criando simultaneamente várias obras, é o princípio subjacente a Deixemo-las secar! Uma variante que requer apenas alterações menores às regras originais.

Maior número de fundos

Começas com 5 cartas com diferentes fundos, uma vez que farás cinco pinturas, em vez de três.

Haverá assim maior possibilidade de conseguir boas combinações de motivos, uma vez que os irás pintando imediatamente, sem os guardar para mais tarde. 




Escolhe e pinta

Seleciona o motivo que pretendes pintar, de entre os que estão disponíveis, despendendo peças de inspiração conforme necessário, como no jogo original.








Pinta-o imediatamente sobre um dos fundos, à tua escolha.

Não poderás guardar motivos para mais tarde os usar, ou para evitar que outros os usem!













Deixa-os secar

Repete o processo no teu próximo turno, mas com uma restrição: não podes aplicar a nova camada sobre o mesmo quadro, pois tens de deixar secar a camada inicial! Assim, escolhe outro dos teus fundos e começa uma nova pintura. Nunca podes pintar duas vezes seguidas sobre a mesma.

Se quiseres elevar a fasquia, começa a adicionar a segunda camada apenas após completares a primeira em todas as cinco obras!



Escolhe as obras para a exposição

Apenas três das tuas obras serão pontuadas, como no jogo original.

Por isso, tens que escolher quais as que apresentas a competição.

Depois, usa as regras base e descobre quem teve o melhor desempenho face aos critério da prova.





Isto é Deixemo-las secar! Experimenta! 
E comenta à vontade!


Há muitos outros caminhos para explorar, dá asas à tua imaginação. Podes querer jogar com o sistema de pontuação, por exemplo ordenando as pinturas segundo cada critério de avaliação e atribuindo pontos às posições, em lugar de valores absolutos. Ou podes até ousar fazer uma mistura de jogos, combinando Canvas e Dixit, ou Canvas e Modern Art (um que ainda não experimentei). Um mundo de escolhas! Diverte-te!

Para variantes de outros jogos, vê aqui.