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15 de janeiro de 2019

O tempo envelhece depressa

Our time is running out


O título do livro de António Tabucchi marca o tema.

Tempo. Tempo que passa. Com pressa. Tempo que se torna velho. Depressa.

Tempo que flui. Tempo que salta. Tempo que voa.

Tempo que se mede de muitas maneiras.

Em épocas, anos, dias, horas, minutos, segundos, frações, jogadas.

Tempo percebido, tempo vivido.

Tempo infinito, feito de tempos com fim.

Fim de percurso, fim da linha, fim do jogo.

Tempo que se entranha, na escrita, na música, na fotografia.

Um tempo. Muitos tempos. Diferentes tempos.


This is the end, my only friend, the end
A river running wild that will create, An empire for you














He’s been waiting for the turn of the tide
And another one gone, another one bites the dust














Nothing left, nothing left, nothing there, nothing there
By harvest time she knows the score














As time goes by
The sun is the same in a relative way but you're older















Xadrez, Time is Running Out, Muse

Civilization, Empire, Of Monsters and Men

Flamme Rouge, The End, The Doors

Advanced Squad Leader, Back to the Wall, Barclay James Harvest

Ace of Aces, Another One Bites the Dust, Queen

Alhambra, Unthought Known, Pearl Jam

Agricola, Mistress of the Salmon Salt, Blue Öyster Cult

Dixit, As Time Goes By, Frank Sinatra

Photosynthesis, Time, Pink Floyd

18 de dezembro de 2018

Igrok - O Jogador


"As chusmas, nas salas de jogo, eram terrivelmente compactas. Que descaramento e que cobiça em toda aquela gente! Rompi para o centro e fui pôr-me ao lado do croupier; depois comecei com tentativas tímidas, apostando duas ou três moedas de cada vez. Entretanto, observava e anotava mentalmente; vi que o cálculo, em si, pouco significa e não tem a importância que lhe atribuem muitos jogadores. Esses estão sentados, com folhas de tabelas à frente, apontam as jogadas, contam, deduzem probabilidades, calculam, por fim apostam e... perdem do mesmo modo que nós, simples mortais que jogamos sem calcular. 

Apesar disso, cheguei a uma conclusão que me parece certa: de facto, na sequência de possibilidades ocasionais, existe, se não um sistema, pelo menos uma certa ordem - o que é sem dúvida muito estranho. Acontece, por exemplo, que depois dos doze números do meio saem os doze últimos; estes batem duas vezes, digamos, e depois passam a calhar os doze primeiros. Depois dos doze primeiros a roleta pára nos doze intermédios, três ou quatro vezes seguidas, passando depois para os doze finais, dos quais passa, depois de duas vezes, como antes, para os doze primeiros que voltam a sair uma vez, a seguir a bola pára três vezes nos números do meio, e assim por diante durante uma hora e meia ou duas. Uma, três, duas; uma, três, duas. 

É muito divertido. 

Durante um dia ou durante uma manhã acontece, por exemplo, que o vermelho alterna com o preto e vice-versa quase sem qualquer ordem, sem que o vermelho nem o preto saiam mais de duas ou três vezes seguidas. Mas no dia seguinte ou na noite seguinte acontece o vermelho calhar mais de vinte e duas vezes seguidas e continuar assim durante algum tempo, por exemplo o dia todo. 

Muitas destas coisas explicou-me mister Astley, que passou uma manhã inteira junto às mesas de jogo sem apostar uma única vez. 

Quanto a mim, perdi tudo até ao último tostão e rapidamente. Apostei no par vinte fredericos e ganhei; apostei cinco e voltei a ganhar, e deste modo mais duas ou três vezes. Acho que, em cinco minutos, fiquei com uns quatrocentos fredericos. Nessa altura deveria ter ido embora, mas nasceu em mim uma estranha sensação, um desafio ao destino, um desejo de o afrontar, de lhe mostrar a língua. Apostei o máximo permitido, quatro mil florins, e perdi. Depois, desnorteado, tirei tudo o que tinha, apostei no mesmo e voltei a perder, após o que abandonei a mesa, aturdido."

Dostoiévsi, Fiódor. O Jogador - Romance (Dos apontamentos de um jovem). Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. 2001. Editorial Presença.

11 de dezembro de 2018

Jogos das Batalhas


Livros dos anos 1970, aqui na versão espanhola, quando as novidades vinham do lado de lá da fronteira. Livros com história, com histórias e com jogos.

Primeiro, trabalhos manuais, com tesoura, cartolina, cola e lápis de cor. Destacar as páginas centrais, que continham as regras e as peças; cortar as peças; colá-las em cartolina, ou montá-las se necessário; adicionar um pouco de cor, para dar mais ambiente; e mesmo, em alguns casos, plastificar, para melhor proteger do desgaste.

Depois, as regras, numa única folha, sempre simples mas variadas.

E a seguir: jogar! Em diferentes episódios da história, diferentes geografias ou mesmo cenários futuristas.

À caça de búfalos nas Grandes Pradarias


Enfrentando Billy the Kid no Condado de Lincoln


Uma justa no torneio das nações


Cercados!

Juegos de Las Batallas 1 – El Salvaje Oeste
Juegos de Las Batallas 2 – Caballeros em Guerra
James Opie. Usborne Publishing Ltd., 1975. Barcelona: Plaza & Janes, S.A. Editores, 1977.