25 de abril de 2022

LEIRIA CON 2022 – Parte 1: Os (re)encontros


1 de abril. Início de manhã. Esta sexta-feira não seria um dia de trabalho-trabalho. A mochila estava pronta. Máquina fotográfica, os indispensáveis caderninhos de notas, caneta e lápis, uns cartões acabados de fazer, água e um par de snacks. O carro estava sentado à espera, junto ao passeio. A estrada aguardava mais à frente. Destino Praia da Vieira. Objetivo: LeiriaCon. Era 1 de abril. Mas não era mentira!

A última, e também a primeira, em que participei, realizara-se em 2019. Nessa altura, estava ainda em fase de redescoberta do mundo e da indústria dos jogos, versão século XXI. O blog começara em 2018, as colaborações ao nível da tradução pouco depois, bem como a participação em fóruns diversos, ao mesmo tempo que a coleção de jogos ia crescendo. 

Um ano depois, a expetativa era grande. Os contactos tinham-se sucedido, muitos nomes tornaram-se familiares, e a minha atividade à volta dos jogos ia-se alargando. O menu antecipado incluía a participação nas LeiriaTalks, assistir a uma sessão sobre demonstração e ensino de jogos conduzida por Paul Grogan, experimentar protótipos, jogar, e, claro, encontrar as pessoas por detrás dos jogos, e à mesa com eles.

Mas chegou a pandemia. Tudo foi suspenso, adiado, cancelado, confinado. Bem, não tudo, verdadeiramente, porque o virtual permitiu manter a área a funcionar, e a reclusão incluía os jogos em família, os mais frequentes por estes lados. Mas não era a mesma coisa. E assim se passaram dois anos… Três doses de vacina depois, as coisas, finalmente, começaram a mudar.



Ficou então marcado o (re)encontro para 2022! O plano estava feito. Prescindir da quinta-feira, dia de arranque. Aproveitar a sexta, dia com menos visitantes, para estar, pela primeira vez, com muitas “daquelas pessoas”, e experimentar protótipos, aqueles jogos que ainda não o são, na presença do criador. Para sábado, uma viagem a cinquenta anos dos “meus” jogos na LeiriaTalks, e à tarde, jogar. Algures no tempo, uma passagem pela área de venda de jogos em segunda mão, uma tentação irresistível. Domingo ficava em aberto. Três dias, começando em Aveiro, com regressado marcado ao lusco-fusco, ao som da rádio, por uma estrada quase deserta.

E assim foi!

Três dias plenos, em especial, de conversas boas, mais ou menos prolongadas, em mesas com tabuleiros e peças, ou à volta de um café. Conversas sobre jogos, claro, passado, presente e futuros, criações e projetos, possíveis colaborações. Reencontros e novos encontros. Do digital para o físico. Do escrito para o falado. Dos emojis para os risos. A sensação de que, afinal, nos conhecemos há mais tempo!



É provável que faltem por aqui uns quantos, mas vale a pena correr o risco. Obrigado Bruno Ribeiro, Pedro Kerouac, João Pimentel, Micael Sousa, João Neves, Uli Blennemann, Citie Lo, Karthik Setty, Marc Gerdts, Carlos e Sónia Sousa, Manuel e Dina Silva, Mariano Inannelli, Rodolfo Gomes, Hugo Marinho e Rita Jesus, Carlos Ramos, Carlos Martinho, Luís Costa, Carlos Santos, Pedro Silva, André Santos, Paulo Soledade, Nuno Santos.

Plano para 2023: a experiência completa, com serões e estadia incluídos!



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